Acabamos de chegar da primeira reunião com a igreja na Índia. Fomos aos lugares mais indesejáveis e sombrios, os chamados "SLUMS". Essas pessoas são os rejeitados pela sociedade e trabalham catando lixo na rua para comerem. Muitas crianças no local e muitos deles enfermos.
Durante o culto na favela, Deus me deu uma direção a cerca de uma jovem que ali estava. Orei por ela e o Espírito Santo dizia, diga a ela que ela não precisa se preocupar quanto ao entender a palavra (ela estava com sua Bíblia nas mãos) e que não precisava ter medo que Deus ia usar ela para resgatar muitas jovens e que ela só precisaria entrar no quarto e pedir revelação e discernimento para entender.
No carro perguntei ao pastor se seria possível ela entrar em um discipulado e começar a estudar a palavra? Ele disse que ela era analfabeta e não teria condições nenhumas de aprender a ler, pois sua situação é de miséria e somente algumas pessoas na favela toda conseguem ler e em parte. Até o pastor é limitado, sua esposa o abandonou após ele decidir trabalhar na favela com essas pessoas. Essas pessoas carregam suas bíblias por crer pela fé que ao tocar nelas, elas podem ser curadas e receberem algo de Deus, elas não sabem ler.
O culto aconteceu em uma lona estendida com 4 cadeiras para nós visitantes, as pessoas sentaram no chão e cantavam com tanta alegria a única esperança que havia, vida eterna.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Primeiro dia na Índia (Hyderabad)
Índia. Outro mundo.
Fomos recebidos por um povo caloroso, gente da gente, que com varias expressões de carinho e serviço se demonstram muito felizes com nossa chegada aqui. O novo e moderno aeroporto de Hyderabad é um contraste da realidade atual da cidade de muita pobreza e indiferença. A viagem de 1 hora do aeroporto até o hotel que estamos hospedados demonstrou uma Índia largada, a mercê da injustiça. Mendigos para todos os cantos e lados e uma população carente que necessita muito de esperança.
Quantos templos, quanto engano, quanta corrupção. De acordo com o pastor Boez "as pessoas vão a esses lugares e pagam, o que não tem nem para comer, para que seus problemas sejam resolvidos espiritualmente". Pagam por uma promessa vazia, uma desesperança.
O contraste disso tudo é encontrar nesse povo um sorriso, uma alegria em nos ver. Lembrei da minha terrinha sofrida, mas querida Brasil, onde a alegria é a esperança contínua do viver.
Primeiro dia e a palavra chave é INDIFERENÇA. Espero encontrar a esperança em meio a isso, e se for possível levar a que está viva em mim.
Mais fotos na página do facebook: http://www.facebook.com/pages/Missão-na-Índia/326991587336502
Fomos recebidos por um povo caloroso, gente da gente, que com varias expressões de carinho e serviço se demonstram muito felizes com nossa chegada aqui. O novo e moderno aeroporto de Hyderabad é um contraste da realidade atual da cidade de muita pobreza e indiferença. A viagem de 1 hora do aeroporto até o hotel que estamos hospedados demonstrou uma Índia largada, a mercê da injustiça. Mendigos para todos os cantos e lados e uma população carente que necessita muito de esperança.
Quantos templos, quanto engano, quanta corrupção. De acordo com o pastor Boez "as pessoas vão a esses lugares e pagam, o que não tem nem para comer, para que seus problemas sejam resolvidos espiritualmente". Pagam por uma promessa vazia, uma desesperança.
O contraste disso tudo é encontrar nesse povo um sorriso, uma alegria em nos ver. Lembrei da minha terrinha sofrida, mas querida Brasil, onde a alegria é a esperança contínua do viver.
Primeiro dia e a palavra chave é INDIFERENÇA. Espero encontrar a esperança em meio a isso, e se for possível levar a que está viva em mim.
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